Início Política Pedido por Bolsonaro, programa de leitura tem 336 mil presos no Brasil

Pedido por Bolsonaro, programa de leitura tem 336 mil presos no Brasil

Condenados podem reduzir tempo de cumprimento de pena lendo livros e escrevendo resumos

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Bolsonaro na Superintendência da PF • CNN Brasil

O programa de remição de pena pela leitura, previsto na LEP (Lei de Execuções Penais) e regulamentado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), tem 336.800 presos em todos os presídios do Brasil.

Do total, são 310.073 homens e 26.727 mulheres, segundo dados do Sisdepen, que é o banco de dados do sistema prisional que acompanha os números do sistema penitenciário, referentes a 2025.

Em algumas unidades da Federação, há nomes para essa remição. No Distrito Federal, por exemplo, o programa que incentiva a leitura foi batizado de “Ler liberta”.

Para participar da iniciativa, porém, o detento não pode ler qualquer obra. As bibliotecas prisionais trabalham com listas específicas, compostas majoritariamente por literatura e ficção. Entre os autores incluídos estão Jorge Amado, Machado de Assis, Clarice Lispector, Ariano Suassuna, Marcelo Rubens Paiva, William Shakespeare, Gabriel García Márquez e George Orwell, por exemplo.

O apenado tem direito de ler 12 obras por ano, o que pode reduzir a pena em quatro dias a cada leitura feita nesse período. Ou seja, o condenado pode ter 48 dias abatidos da pena por ano. Mas não basta só ler: é necessário entregar um resumo do livro escrito após o término e esse texto passa por uma avaliação e aprovação.

Um detento que faz parte desses 336.800 é o ex-policial militar Ronnie Lessa, condenado pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Em 2024, antes da condenação, a CNN mostrou que ele já havia reduzido em 200 dias sua iminente pena lendo livros em um presídio federal. 

Nesta quinta-feira (8), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu autorização ao STF (Supremo Tribunal Federal) para participar desse programa. A decisão fica por conta do ministro Alexandre de Moraes.

FONTE: Por CNN

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