Um incêndio de grandes proporções continua ativo na região do Rio Urubu, na zona rural de Itacoatiara, interior do Amazonas, nesta terça-feira (13) . O fogo avança sobre a vegetação e atingiu parte da Terra Indígena Paraná do Arauató, onde vive o povo Mura. A fumaça gerada pelas queimadas já atinge comunidades e cidades da região.
De acordo com o sistema Fire Information for Resource Magement System (FIRMS), da Nasa, o primeiro foco de calor na área foi registrado às margens do Rio Urubu em 30 de agosto. O monitoramento por satélite aponta que a área atingida já passa de 3 mil hectares.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Itacoatiara (Semma) informou que o incêndio tem origem criminosa. No entanto, até o momento, nenhum suspeito foi identificado. O caso segue sob investigação.
Por causa do difícil acesso à região, equipes de brigadistas e bombeiros não conseguem atuar diretamente por solo no foco principal. O combate tem sido realizado com o apoio de uma aeronave da Defesa Civil do Amazonas, que despeja água sobre a área atingida.
O avião retornou a Itacoatiara na segunda-feira (12) e realizou dezenas de sobrevoos. Apesar do esforço concentrado, os focos de calor permanecem ativos nesta terça-feira.
Outros incêndios afetam o município
Itacoatiara sofre com outros incêndios de grandes proporções que também atingem a zona rural do município.
Um incêndio na região do Lago do Canaçari, destruiu áreas de vegetação que, somadas, correspondem a 1,3 mil hectares. Ele chegou a ser controlado na sexta-feira (9), após 20 dias, mas focos de calor voltaram a ser identificados na região nesta terça-feira (13).
O fogo é investigado como criminoso e um suspeito de envolvimento no caso foi identificado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).
Na quarta-feira (7), um novo foco foi identificado às margens da rodovia AM-010, próximo ao bairro Jacarezinho, na entrada de Itacoatiara. Segundo o Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a área atingida somava 211,29 hectares, o equivalente a cerca de 296 campos de futebo
As ocorrências contribuíram para a piora da qualidade do ar durante vários dias. Uma das situações mais alarmantes foi registrada na madrugada do dia 7 de outubro, quando a concentração de partículas poluentes no ar em Itacoatiara ultrapassou 500 microgramas por metro cúbico (µg/m³), segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
🔎 A qualidade do ar é considerada boa pelo Selva quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima desse nível, os índices passam por classificações que variam de moderada a péssimo, conforme a escala utilizada pelo Sistema Selva.
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FONTE: Por G1 AM





































