O Palácio do Planalto orientou que ministros não comentem publicamente a operação da PF (Polícia Federal) contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
O governo quer evitar passar a impressão de que o avanço das investigações é uma retaliação contra o centrão após a derrota da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal no plenário do Senado.
Ciro Nogueira é um dos principais expoentes do centrão e presidente, junto com Antônio Rueda, da Federação União Progressista.
A derrota imposta pelo Senado na semana passada é atribuída ao grupo político, com a regência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Ciro Nogueira chegou a anunciar publicamente o voto favorável a Messias. O Planalto, no entanto, acredita que o senador não cumpriu a promessa durante a votação, que foi secreta.
O senador, que foi chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, é suspeito de receber pagamentos mensais da ordem de R$ 300 mil do Banco Master.
Na decisão que autorizou a operação desta quinta-feira, a PF relata que o parlamentar apresentou uma emenda a uma PEC para beneficiar o Banco Master.
Os relatos incluem uma mensagem em que o ex-banqueiro afirma que o ato legislativo “saiu exatamente como mandou”, ao passo que interlocutores do banco registraram que a medida “sextuplicaria” o negócio do Master e provocaria verdadeira “hecatombe” no mercado.
A emenda de Ciro Nogueira ampliava a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.
A defesa do parlamentar afirmou que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.
FONTE: CNN




































