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Banco Mundial alerta para crise de empregos mesmo após fim da guerra

Presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, disse, em entrevista à Reuters, que está determinado a garantir que as autoridades financeiras mantenham também o foco nos desafios de longo prazo

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Presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, em 10 de abril de 2026 • REUTERS/Jonathan Ernst

A guerra no Oriente Médio dominará as discussões das autoridades financeiras globais nesta semana em Washington, nos Estados Unidos, mas o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, alertou sobre uma outra crise também: uma lacuna de empregos para 1,2 bilhão de pessoas que atingirão a idade de trabalhar nos países em desenvolvimento nos próximos 10 a 15 anos.

Nas trajetórias atuais, essas economias gerarão cerca de 400 milhões de empregos, deixando um déficit de 800 milhões de vagas, analisou Banga à Reuters.

O ex-presidente-executivo da Mastercard destacou a série de choques de curto prazo que têm afetado a economia global desde a pandemia de Covid-19, sendo o mais recente a guerra no Oriente Médio.

Ele diz que está determinado a garantir que as autoridades financeiras mantenham o foco nos desafios de longo prazo, como criar empregos, conectar as pessoas à rede elétrica e garantir o acesso à água potável.

“O que estamos vivendo agora é um ciclo de curto prazo de ritmo acelerado. No prazo mais longo, o ritmo está ligado a essa situação do emprego ou da água”, compartilhou Banga em uma entrevista gravada na sexta-feira (10).

Milhares de autoridades financeiras de todo o mundo se encontrarão em Washington nesta semana para as reuniões do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, em meio à guerra entre EUA e Israel com o Irã, que ameaça desacelerar o crescimento global e aumentar a inflação.

FONTE: Por CNN

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