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Empregadores do Amazonas estão na ‘Lista Suja’ do trabalho análogo à escravidão; veja quem são

"Lista suja" é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, com o intuito de dar visibilidade aos resultados das fiscalizações do governo de combate ao trabalho escravo.

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A 'lista suja' do trabalho escravo foi criada em 2003 e é considerada um dos principais instrumentos de combate ao trabalho escravo no Brasil — Foto: Agência Brasil via BBC

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou, na segunda-feira (6), o Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”. Na nova edição, dois empregadores do Amazonas aparecem na relação, sendo um deles incluído pela primeira vez.

A chamada “lista suja” é um cadastro público divulgado duas vezes por ano, em abril e outubro. Nela entram nomes de empregadores após a conclusão de processos administrativos que comprovam a exploração de trabalho análogo à escravidão, com direito à defesa. Após a inclusão, o nome permanece na lista por dois anos.

De acordo com o levantamento, o nome incluído nesta atualização é o de Márcio Fernandes Barbosa, no município de Tapauá, no interior do Amazonas. Segundo o ministério, ele submeteu três trabalhadores a condições degradantes em uma área rural do município, em 2024.

O outro empregador amazonense é Gilcimar Modesto da Silva, que já constava em edições anteriores do cadastro e permanece na lista. O caso dele ocorreu em 2023, em Manaus. Dois trabalhadores foram resgatados em condições degradantes em uma fábrica de móveis localizada no km 82 da rodovia BR-174, na zona rural da capital.

Atualização da lista

Ao todo, a nova atualização incluiu 169 empregadores, sendo 102 pessoas físicas e 67 jurídicas. Com isso, o cadastro passa a reunir 613 nomes em todo o país.

Entre os novos nomes incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD.

Segundo o ministério, os casos desta edição ocorreram entre 2020 e 2025 e resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores.

As atividades com maior número de inclusões foram:

  • Serviços domésticos (23 casos);
  • Criação de bovinos para corte (18);
  • Cultivo de café (12);
  • Construção de edifícios (10);
  • Preparação de terreno, cultivo e colheita (6).
Como funciona a ‘Lista Suja’

Criada em 2003, a “Lista suja” é regulamentada por portaria interministerial e já teve a validade reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta edição, 225 nomes foram retirados por já terem cumprido o prazo de dois anos no cadastro.

Fiscalização e denúncias

O combate ao trabalho análogo à escravidão envolve órgãos como Auditoria Fiscal do Trabalho, Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União.

Desde 1995, mais de 68 mil trabalhadores já foram resgatados dessas condições no Brasil.

Denúncias podem ser feitas de forma remota e sigilosa por meio do Sistema Ipê, plataforma usada para receber casos de trabalho escravo contemporâneo.

FONTE: Por AGÊNCIA BRASIL

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