A Controladoria-Geral da União(CGU) tem de investigar os custos da viagem do secretário de Cultura, Mario Frias, a Nova York, defendem assessores presidenciais ouvidos pelo blog.
Segundo dados do Portal da Transparência, da CGU, a viagem de Frias custou quase R$ 40 mil e ele teria viajado de classe executiva.
Informação, divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, de “O Globo”, e confirmada pela “GloboNews”, indica que, só de passagem de ida e volta, o secretário gastou R$ 26 mil, além de diárias superiores a R$ 12 mil.
O secretário-adjunto de Frias, Hélio Ferraz, também estava na viagem e apresentou os mesmos gastos.
O motivo da viagem, de acordo com o Portal da Transparência, foi a discussão de um projeto de audiovisual no setor da cultura e esportes com o empresário Bruno Garcia e com o lutador de jiu-jitsu Renzo Gracie, um apoiador de Bolsonaro.
Gracie, inclusive, aparece em vídeos nas redes sociais caminhando pelas ruas de Nova York ao lado de Bolsonaro quando o presidente esteve na cidade para participar da assembleia geral da ONU.
Segundo os assessores presidenciais, a CGU precisa esclarecer o caso, porque o gasto foi elevado e num período em que ministros e secretários não podiam apresentar conta de passagem aérea de executiva.
Na época, a autoridade precisava bancar a diferença se queria viajar de executiva e não na classe econômica.
Segundo um auxiliar, a divulgação dos dados dos gastos da viagem de Mario Frias e de seu secretário-adjunto “pega muito mal” para o discurso do presidente, que alega que em seu governo não tem desvio de dinheiro, não tem corrupção.
Além das passagens aéreas e diárias, Mario Frias foi ressarcido em mais de R$ 1.800 pela realização de testes de Covid na viagem para Nova York. Segundo o Portal da Transparência, foram apresentadas duas notas fiscais. Em Brasília, o valor mais alto de um teste RTPCR é R$ 450.
FONTE: Por G1