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Fumaça encobre pontos em Manaus após forte incêndio atingir área de vegetação no distrito de Cacau Pirêra

Chamas resultaram na criação de uma coluna de fumaça vista a partir da outra margem do Rio Negro, em Manaus. Incêndio ocorre em um distrito do município de Iranduba.

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Vegetação destruída após incêndio no distrito de Cacau Pirêra. — Foto: Alexandro Pereira/Rede Amazônica

Um incêndio de grandes proporções atinge, na tarde desta quarta-feira (30), uma área de vegetação entre os quilômetros 3 e 4 da rodovia AM-070, no distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba. Imagens registradas de pontos diferentes da capital amazonense mostram uma grande coluna de fumaça causada pelas chamas.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Amazonas (CBMAM), a ocorrência segue em andamento. Dez viaturas e 24 militares atuam na operação de combate ao fogo.

As causas do incêndio ainda são desconhecidas e não houve feridos. Ainda de acordo com os bombeiros, mais informações serão repassadas ao término do incêndio.

Segundo o Painel do Fogo do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), até às 20h, o incêndio atingiu uma área de 441,32 hectares, o equivalente a cerca de 600 campos de futebol.

A fumaça causada pelo incêndio também afetou a qualidade do ar em Manaus e afetou pontos da capital. Segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), o nível de poluição no bairro Compensa, onde fica a ponte que liga a capital a Iranduba, atingiu 234.5 (µg/m3), índice considerado péssimo, por volta das 19h30.

A Defesa Civil do Estado emitiu alerta de risco severo pela qualidade do ar e orientou a população a usar máscara, evitar exposição a fumaça e atividades ao ar livre.

Incêndio atinge vegetação no distrito de Cacau Pirêra. — Foto: Alexandro Pereira/Rede Amazônica
Incêndio atinge vegetação no distrito de Cacau Pirêra. — Foto: Alexandro Pereira/Rede Amazônica
Segundo incêndio na região em menos de uma semana

Há seis dias, outro incêndio atingiu a região localizada no Distrito de Cacau Pirêra, no município de Iranduba, e destruiu cerca de 700 hectares de vegetação. Naquele combate, participaram 35 bombeiros e 15 viaturas e foram usados mais de 150 mil litros de água. A estimativa é que o incêndio tenha atingido cerca de 700 hectares.

O g1 questionou o Corpo de Bombeiros se há relação com a ocorrência anterior, e se o incêndio registrado nesta quarta feira trata-se de uma uma possível ‘reignição’ das chamas, ou seja, que o fogo tenha voltado a se espalhar. Até o momento não houve retorno.

Durante o combate ao incêndio, a equipe de análise do CBMAM identificou que árvores atingidas pelo fogo apresentavam sinais de terem sido cortadas antes do incêndio.

O comandante do CBMAM, Coronel Muniz, disse à Rede Amazônica que a vegetação teria sido cortada e deixada para secar antes do início das chamas. Para o coronel, os indícios mostram que o incêndio foi provocado de forma intencional.

“Uma das coisas que chamou a atenção foi exatamente isso: todas as árvores queimadas apresentavam essa característica, elas foram previamente cortadas. Então é possível a gente observar que elas foram devidamente cortadas, foi esperado secar a vegetação cortada e a partir daí surgiu o incêndio. Isso nos leva a crer que o incêndio foi completamente intencional e criminoso”, analisou.

FONTE: Por G1 AM

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