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Chacina que deixou três mortos em Manaus ocorreu após vítima negar dinheiro para suspeito pagar dívida de R$ 16 mil, diz delegado

Segundo a polícia, uma das vítimas era pastor e ex-sogro do suspeito, que o ajudava financeiramente. As demais vítimas foram mortas após acordarem com a movimentação.

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Suspeito de envolvimento na morte de três pessoas da mesma família em Manaus chega a delegacia. — Foto: Patrick Marques/g1 AM

chacina que resultou na morte de três pessoas e deixou uma mulher ferida, em Manaus, ocorreu após uma das vítimas negar dinheiro para o suspeito pagar uma dívida de R$ 16 mil com agiotas. A informação foi repassada pelo delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ricardo Cunha.

O crime aconteceu na segunda-feira (17), em uma casa localizada no bairro São Jorge, Zona Centro-Oeste da capital amazonense. O suspeito, que não teve a identidade divulgada, foi preso horas depois e confessou o crime.

De acordo com o delegado, uma das vítimas era pastor e ex-sogro do suspeito, que o ajudava financeiramente. No momento do crime, o homem teria ido até a casa para pedir dinheiro, após contrair uma dívida de R$ 16 mil com agiotas.

“[Eles] tiveram um desentendimento porque esse pastor não quis lhe dar mais dinheiro e, segundo ele, ele perdeu a cabeça e matou esse pastor ainda dentro do seu próprio quarto”, disse Ricardo Cunha.

O delegado afirmou ainda que as demais vítimas foram mortas após acordarem com a movimentação.

“Ele entrou no ambiente e os outros foram consequências ali de estarem acordando. Estava todo mundo dormindo no horário que ele entrou nessa casa”, explicou.

Segundo Ricardo Cunha, o suspeito também contou aos investigadores o que fez com a arma usada no crime.

“Foi um martelo, ele já se desfez desse martelo, jogou lá no igarapé, ali próximo ao local de crime”, afirmou.

O delegado informou que novos detalhes da investigação serão apresentados em uma coletiva de imprensa.

“Amanhã vai haver uma coletiva e aí nós vamos falar com mais riqueza de detalhes sobre tudo ocorrido”, declarou.

O caso

Segundo o delegado Rodrigo Azevedo, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), as quatro vítimas têm algum grau de parentesco. A relação entre elas não foi informada.

Os mortos são Francisco das Chagas Morais Santos, de 66 anos, Isabella Coelho Morais, de 29, e Guilherme Pereira Lima Filho, de 65 anos. A quarta vítima, uma mulher, que não teve a identidade divulgada, ficou ferida, foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste da capital.

Os três corpos foram encontrados dentro da residência. Dois estavam em um quarto e outro no corredor. De acordo com o delegado, os ferimentos indicam que as agressões foram direcionadas às vítimas.

Inicialmente, havia informações divergentes sobre a dinâmica do crime. O Samu informou que as vítimas apresentavam ferimentos compatíveis com agressões e chegou a relatar a possibilidade de disparos de arma de fogo. No entanto, a Polícia Civil descartou essa hipótese durante as investigações.

A Polícia Militar informou que um morador encontrou as vítimas e acionou o número 190. Quando os policiais chegaram ao local, confirmaram a ocorrência.

A área foi isolada para o trabalho da perícia. O Instituto Médico Legal (IML) e o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) foram acionados para a remoção dos corpos e demais procedimentos periciais.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento.

Policiais militares na porta de casa onde três pessoas foram assassinadas em Manaus. — Foto: Rede Amazônica
Policiais militares na porta de casa onde três pessoas foram assassinadas em Manaus. — Foto: Rede Amazônic

FONTE: Por G1 AM

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