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PC-AM diz que toma providências para afastar policiais condenados por envolvimento no ‘Caso Wallace’

Afastamento definitivos dos agentes foi determinado pela juíza Rosália Guimarães Sarmento, da 2ª Vara de Entorpecentes de Manaus.

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Delegacia Geral de Polícia Civil do Amazonas. — Foto: Suelen Gonçalves/ G1 AM

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) disse que tomou providências para exonerar os cinco policiais civis condenados à prisão por envolvimento com o ‘Caso Wallace’. O afastamento definitivo dos agentes foi determinado pela juíza Rosália Guimarães Sarmento, da 2ª Vara de Entorpecentes de Manaus, e foi proferido na quinta-feira (21). Cabe recurso da decisão.

Ao g1, a corporação disse que foi comunicada sobre a decisão e que, de imediato, tomou todas as providências cabíveis para dar cumprimento à determinação da Justiça.

Serão afastados os policiais:

  • André Serguey Aguiar da Cunha: condenado por associação para o tráfico e concussão (11 anos 2 meses de prisão);
  • Carlos Benjamin Silva da Conceição: condenado por extorsão mediante sequestro (14 anos de prisão);
  • Carlos Gonzaga Oliveira Lima: condenado por associação para o tráfico e concussão (11 anos e 2 meses de prisão);
  • Haryton Batista de Carvalho: condenado por concussão (8 anos e dois meses de prisão);
  • E Manuel Silva de Alencar: condenado por corrupção passiva (7 anos de prisão);

Segundo a magistrada, foi somente com a prisão ex-policial Moacir Jorge Pessoa da Costa, o Moa, que os demais agentes envolvidos no esquema criminoso foram delatados. Conforme os autos, o grupo recebia propina para dar apoio às atividades da organização criminosa.

“Os graves crimes pelos quais os cinco policiais civis foram condenados ofendem a dignidade das instituições públicas que, por imperativo constitucional, devem se pautar pelos princípios da moralidade e da probidade administrativa”, disse a magistrada antes de continuar:

“O policial civil que solicita ou recebe, diretamente, em razão do cargo que ocupa, vantagem indevida ou aceita promessa de receber tais vantagens não pode continuar no cargo, devendo perdê-lo em benefício do interesse público”.

A juíza disse ainda que os policiais mancham a honra da polícia junto à opinião pública e contribuem para o desprestígio das instituições responsáveis pela persecução penal: “É preferível atirar fora um fruto danificado do que perder toda a cesta”.

Além dos policiais, um advogado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seccional Amazonas também foi condenado a 12 anos de prisão pelo crime de extorsão mediante sequestro. A juíza determinou que a OAB fosse acionada para tomar as medidas necessárias.

FONTE: Por G1 AM

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