A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) rebateu nesta quarta-feira (10) o estudo “Equilíbrio Delicado para a Amazônia Legal Brasileira” publicado pelo grupo Banco Mundial. A pesquisa foi direcionada para apresentar uma análise das matrizes econômicas dos estados que compõem a Amazônia Legal.
O texto citou várias críticas contra a ZFM, como a perda de competitividade, dificuldade de atração de novas empresas, redução de empregos e custo fiscal para a União.
O Amazonas, único estado amazônico com uma economia baseada principalmente nos setores urbanos e manufatureiros (Zona Franca de Manaus), sofre as consequências da estagnação da economia brasileira, e sua baixa produtividade urbana o coloca em risco de voltar a praticar a agricultura extensiva, diz um dos trechos do estudo.
Empregos
Em relação aos empregos, a autarquia apresentou que o resultado dos dados consolidados até fevereiro registrou 110.250 ocupações, o maior resultado desde o ano de 2017. E complementou, usando o estudo “A Aplicabilidade da Lei de Kador-Verdoorn no Polo Industrial de Manaus”, pela qual avaliou a produtividade local comparada ao restante do país, contrariando o estudo feito pelo grupo Banco Mundial.
Suframa
Após a repercussão do estudo, a Suframa publicou uma nota replicando o estudo. Veja na íntegra abaixo:
A Suframa esclarece, primeiramente, que a política pública calcada no caráter não arrecadatório do tributo, o que se reconhece por extrafiscalidade, é uma estratégia de concessão de incentivos constitucionalmente fundamentada, com o objetivo de promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico desta Região em relação às demais.
Deste modo, asseveramos que os resultados desta política foram ignorados na avaliação realizada pelo Banco Mundial, visto que os indicadores acompanhados pela Suframa demonstram resultados diversos daqueles apresentados pelo Banco Mundial.
No ano de 2022, foram aprovados 202 projetos técnico-econômicos, dos quais, 90 deles de implantação, o que significa novos empreendimentos no Polo Industrial de Manaus no curto e médio prazos. Parte dessas empresas já em operação, as que produzem bens de informática, teve aplicações estimadas de R$ 1,6 bilhão em recursos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação na Amazônia Ocidental e Amapá, no ano de 2021. Desse montante, 65% foi realizado em convênio com Institutos de Ciência e Tecnologia da Região, o que contribui significativamente para a consolidação do ecossistema de inovação em nossa área de atuação.
FONTE: Por G1 AM