O corpo do indigenista Maxciel Pereira dos Santos, morto a tiros em 2019 no Amazonas, foi exumado nesta terça-feira (4), em Tabatinga. A ação faz parte da investigação da Polícia Federal (PF) que apura a relação da morte com os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips, mortos também no Amazonas.
A exumação aconteceu nesta terça-feira (4) e foi acompanhada pela mãe e por duas irmãs do servidor. Com a retirada do corpo, a PF quer tentar recuperar um possível projétil que possa ter ficado alojado no corpo de Maxciel para descobrir qual foi a arma que matou o ambientalista.
O corpo vai ser levado ainda esta semana para o Instituto de Criminalística da Polícia Federal em Brasília, onde será feita a perícia.
Maxciel era servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai) e foi morto com dois tiros na cabeça em 2019, em Tabatinga, no Amazonas. O assassinato dele veio à tona após as mortes de Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, na mesma região.
O servidor e Bruno eram parceiros no combate a delitos praticados no Vale do Javari, entre eles, invasões, garimpo e pesca ilegais e desmatamento.
A polícia suspeita que Rubens Villar Coelho, conhecido como Colômbia, possa ter alguma relação com a morte. Ele é apontado pela PF como chefe de uma organização criminosa da pesca ilegal na Amazônia e está preso desde o início das investigações nas mortes de Bruno e Dom.
Investigações
Maxciel foi morto em 6 de setembro de 2019 com dois tiros na cabeça, perto da casa da família em Tabatinga.
À época do crime, a família fez uma investigação própria e enviou um dossiê ao Ministério Público Federal (MPF) pedindo a investigação do caso, com base na suspeita de que homicídio foi em retaliação pela atuação contra crimes ambientais.
O assassinato dele veio à tona após as mortes de Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips e a PF retomou as investigações em setembro deste ano.
FONTE: Por G1 AM/Foto:Divulgação