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Férias de julho: destinos para curtir as baixas temperaturas com as crianças

No Brasil ou em países próximos, há cidades que combinam com temperaturas baixas e que oferecem diversão e história para a criançada

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Lago Negro, em Gramado (RS); destino é uma das boas cidades para curtir o frio junto dos pequenos Picasa/Wikimedia Commons

Agasalhos, chocolate quente e marshmallows. O que isso significa? Que as temperaturas baixaram, o inverno está próximo e, com ele, as tão esperadas férias escolares. Aquele mês onde fazemos de tudo para curtir cada minuto ao lado dos nossos pequenos.

Brincadeiras com cabaninhas e cobertores, sessão de filmes, jogos de tabuleiro e de montar e cozinhar receitas deliciosas e descomplicadas ao lado das crianças costumam ser passatempos deliciosos aqui em casa nos dias mais frios.

As férias de julho batem à nossa porta e nos convidam a tirar um tempinho para nós e para eles. Seja no Brasil ou ainda em países próximos que possuem até neve, há cidades que combinam com temperaturas baixas e que oferecem diversão e história para a criançada.

Regiões serranas, nacionais ou internacionais, se destacam na escolha, e equilibram programas que ajudam na noção de mundo dos pequenos ao mesmo tempo em que oferecem lindas paisagens que ficam na memória.

A seguir, confira cinco cidades e regiões brasileiras para curtir o friozinho em viagens que podem ser curtas – além de um bônus de dois destinos na América do Sul que podem ser ideais para uma primeira vez na neve.

Campos do Jordão (SP)
Vista aérea de ruas de Campos do JordãoCrédito: Governo do Estado de São Paulo

Destino predileto dos paulistas quando o frio começa a dar as caras, Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, tem clima ameno o ano todo e carrega seu charme pelas ruas e restaurantes.

Município mais alto do estado de São Paulo e do Brasil, a 1.639 metros de altitude, Campos tem programas para toda a família e natureza exuberante – além de agenda sempre cheia na alta temporada.

A começar, vale a passada no Horto Florestal, que há mais oito décadas nos mostra uma riqueza cultural e natural. Batizado oficialmente de Parque Estadual Campos do Jordão, o local é lar de uma enorme área verde, preenchida pela vegetação local, com mais de 30 atrações e 12 km de trilhas.

Aberto diariamente das 9h às 18h, aqui há trilhas que levam até cachoeiras, arvorismo, locação de bikes, trenzinho florestal, pedalinho, entre outros. Os ingressos gerais custam R$ 18, com R$ 9 a meia-entrada.

Por falar em parque, outra boa opção é o Parque Amantikir, um dos mais bonitos e conhecidos da cidade. Perfeito para quem ama a natureza, o local se destaca pelo paisagismo, pela botânica e por ser composto por um conjunto de jardins.

Muito bem cuidados, eles possuem uma grande variedade de espécies – são cerca de 700 ao longo de uma área de 60 mil m². E fique tranquilo em levar seu cachorro, pois o Amantikir é pet friendly. Aberto todos os dias das 9h até às 16h, crianças de até cinco anos não pagam – os ingressos gerais custam R$ 60 e a meia-entrada sai por R$ 30.

Procurando mais emoções ao lado da criançada? O Tarundu pode ser o lugar certo, um espaço com mais de 25 atrações em uma área de 500 mil m² de mata preservada. Patinação no gelo, tirolesas de 60m de altura, passeios a cavalo, pônei, charrete, arco e flecha, entre outros, são oferecidos aqui.

No local ainda há restaurante e área com redes de descanso. O parque funciona todos os dias das 9h às 17h e é necessário comprar ingresso para entrar na área – cada atração é cobrada à parte.

Para os que querem um contato maior com animais, a fazendinha do Hotel Toriba é a dica. Riachos, bosques com vegetação nativa, horta, lagos, tanque com patos e gansos são dispostos em 300 mil m².

Aqui a interação com os bichinhos é a grande atração: galinhas, porquinhos-da-Índia, ovelhas, pôneis, entre outros, são cuidados na fazenda, que funciona todos os dias, das 9h às 16h. Consulte os valores no site oficial.

Hospedagens sofisticadas, restaurantes que unem o melhor da serra com vinhos e o famoso festival de inverno também podem ser encontrados pela cidade, principalmente pelos casais. 

Vale lembrar que, se for visitada a dois, a Serra da Mantiqueira ainda possui outras charmosas cidades que valem a visita, como Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí, São Francisco Xavier, Monte Verde, Gonçalves, entre outras.

Gramado (RS) e a Serra Gaúcha
Rua principal e arquitetura da cidade de Gramado, no RSCrédito: Getty Images/iStockphoto/Divulgação

A Serra Gaúcha é uma das regiões mais famosas do território brasileiro quando o assunto é aliar frio e turismo. Com influência de colonos alemães e toques bávaros, Gramado, a pouco mais de 100 km de Porto Alegre, é como a porta de entrada para as temperaturas baixas da região.

Com boa estrutura hoteleira, um dos melhores hotéis do mundo fica na cidade, o local também conta com gastronomia apurada e programas culturais para toda a família. Para além de suas lojas de chocolate e chalés alpinos, a cidade é lar do Snowland, parque inspirado na Europa com 16 mil m² que proporciona prática de esportes, brincadeiras e experiências com neve artificial.

É um espaço ideal para nossas crianças se movimentarem e praticarem esportes típicos do frio. Patinação no gelo, tubing e montanha de gelo são algumas das atrações que chegam a ficar abaixo de zero. Aulas de esqui e de snowboard também podem ser feitas aqui ao lado de profissionais. As tarifas são a partir de R$141.

Para quem deseja passeios mais calmos, o Lago Negro é um dos pontos turísticos mais conhecidos daqui. O lago tem uma água bem escura e é cercado por flores e pista de caminhada. Para uma experiência mais imersiva, há pedalinhos (pagos à parte) em formato de cisnes.

Também uma boa opção para os baixinhos, o Mini Mundo, perto do centro, é um parque ao ar livre composto por réplicas de ruas e prédios de várias partes do mundo – o que constitui uma verdadeira cidade em miniatura onde tudo é 24 vezes menor que a realidade. Aberto diariamente das 9h às 17h, os valores dos ingressos mudam de acordo com a temporada, confira aqui.

Vizinha a Gramado, a cidade de Canela pode ser visitada num combo. Aqui, além do centrinho e da catedral, a dica é visitar o Parque Estadual do Caracol, uma área de conservação com 25 hectares que abriga a queda do Caracol.

A “cachoeira” tem uma queda de 131 metros e é cercada por matas fechadas – é lindo de ver e de registrar vários cliques. Além da cascata, o Parque do Caracol ainda conta com um teleférico que presenteia o turista com uma vista panorâmica das cataratas.

A cerca de 13 km do centro de Canela, no Vale da Ferradura, fica a novidade Skyglass Canela, primeira plataforma de aço e vidro da América Latina e que possui duas atrações simultâneas. A passarela avança 35 metros sobre o penhasco e oferece uma vista de tirar o fôlego a 360 metros de altura sobre o Rio Caí.

Além do deque de vidro, os corajosos podem se aventurar no “Abusado”, monotrilho de cadeiras suspensas com 10 lugares que serpenteia a plataforma. O local conta ainda com lanchonete para os turistas e o Memorial do Ferro de Passar, com um acervo de diversos continentes. Confira valores no site oficial.

Vale lembrar que se estiver a dois, vale a escapadinha para a região de Bento Gonçalves, onde ficam importantes vinícolas brasileiras – as quais oferecem degustações e possuem restaurantes caprichados. Com as crianças, o passeio à bordo da locomotiva à vapor Maria Fumaça entre as cidades de Bento Gonçalves e Carlos Barbosa percorre 23 km e é bem animada. Consulte valores no site. 

Petrópolis (RJ)
Museu Imperial possui cerca de 300 mil itens ligados à família e ao passado imperialCrédito: Wikimedia Commons

A Cidade Imperial fica a 66 km do Rio de Janeiro e é uma região na serra fluminense que respira história. Verdadeira viagem à época de Dom Pedro II, a cidade de cerca de 300 mil habitantes é uma boa escapada para mergulhar a família na história brasileira e, de quebra, aproveitar suas temperaturas amenas.

Petrópolis era o refúgio predileto do monarca para períodos de descanso e lazer, fazendo com que a cidade ganhasse a alcunha de ser um destino agradável para curtir a calmaria e o frio.

Aqui, é quase obrigatória a visita no Museu Imperial, um dos cartões-postais da cidade. Com um acervo dedicado à memória da monarquia brasileira, é o antigo Palácio de Verão de Dom Pedro II.

O edifício já tem quase 160 anos de história e mais de 300 mil itens ligados à família e ao passado imperial. Dentro do museu não deixe de ver um dos objetos mais impressionantes: a coroa do D. Pedro II, confeccionada em ouro cinzelado, contando com 639 brilhantes, 77 pérolas e pesando quase 2 kg. É literalmente uma atração à parte!

E uma curiosidade: é proibido entrar de sapatos no museu. A fim de conservar os pisos em mármore, a equipe disponibiliza pantufas na entrada. Na parte externa, os jardins guardam resquícios de canteiros históricos e espécies de vegetação trazidas de fora a mando do monarca. O museu abre de terça a domingo e a entrada custa R$ 10 (R$ 5 a meia).

Outro local historicamente e culturalmente importante é a Casa de Santos Dumont, ícone brasileiro que conquistou os céus e que deixou esta joia em terra. Popularmente chamada de “A Encantada”, a casa, que fica numa rua íngreme no centro, serviu de residência de verão para o aeronauta.

Centenária, aqui ficam expostos livros, cartas e objetos que pertenceram ao aviador. A casa foi dividida em três pavimentos (onde todos os espaços são práticos), onde há invenções simples e poderosas: o chuveiro já era aquecido a álcool e os degraus das escadas são recortados para facilitar os movimentos. O local funciona de terça a domingo das 10h às 17h e os ingressos custam R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada.

Caso queira dar uma esticadinha na viagem, dê um pulo no famoso distrito de Itaipava. Um dos destinos favoritos dos cariocas durante o inverno, o local é lar de bons restaurantes e de vistas espetaculares para as montanhas, além do conhecido Castelo de Itaipava.

Curitiba (PR)
Jardim Botânico de Curitiba é o ponto turístico mais visitado da cidade e lar do Jardim das Sensações

Com quase dois milhões de habitantes, a capital do Paraná é conhecida por ter um clima mais ameno que outras grandes cidades brasileiras. Uma das capitais mais frias de todo o país, ela é recheada de atrações turísticas que podem ser curtidas tanto pelos pais quanto pelos baixinhos.

Uma das paradas obrigatórias na cidade é o Jardim Botânico, cartão-postal e ponto turístico mais visitado de Curitiba. Sua principal atração é a estufa de 458 m² inspirada na arquitetura europeia, que abriga vegetais naturais e ornamentais da Mata Atlântica.

A estufa se sobressai na paisagem de dia e de noite – quando é iluminada – assim como os jardins no estilo francês em sua frente garantem bons cliques. O Jardim Botânico abriga o Jardim das Sensações, área que estimula o tato, o olfato, a visão e a audição de adultos e crianças, com o contato direto com mais de 70 plantas de texturas, formas e aromas diferentes.

O grande Parque Tanguá, na região norte da cidade, também pode ser um bom ponto para as crianças se movimentarem, brincar nos gramados e andar de bicicleta. Cascata, pista de cooper, ciclovia, mirante, belvedere e torres para observação são encontrados por aqui. Quer outro parque público com equipamentos para crianças? Tente o Parque São Lourenço, no bairro de mesmo nome.

Para mergulhá-los mais em programas culturais, escolha o Museu Oscar Niemeyer, no Centro Cívico. São mais de nove mil obras dispostas em um espaço de cerca de 35 mil m² de área construída – há 12 salas expositivas e anualmente são realizadas mais de 20 mostras.

Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Oscar Niemeyer, Tomie Ohtake, Andy Warhol e Di Cavalcanti, entre outros, são nomes de importantíssimas figuras artísticas que estão no acervo, além de uma coleção africana e outra asiática. O museu abre de terça a domingo das 10h às 17h30, e a entrada sai por R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).

Gosta de alturas? Leve os baixinhos para a Torre Panorâmica, atrativo numa torre de telefonia a mais de 100 metros de altura que possui um mirante com vista 360º da cidade. Os tíquetes custam de R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada) – crianças menores de cinco anos não pagam – e o atendimento é feito por agendamento.

Ouro Preto (MG) e cidades históricas
Igreja São Francisco de Assis é uma das mais belas obras de Ouro PretoCrédito: Daniela Filomeno

Assim como Petrópolis, a mineira Ouro Preto e as cidades históricas do estado carregam uma parte importantíssima da história do Brasil – nesta época do ano possuem temperaturas mais amenas, principalmente à noite. Estar aqui junto da família, portanto, é como uma aula a céu aberto, onde podemos apreciar seus museus, suas casinhas coloniais bem preservadas e inúmeras igrejas numa viagem que é uma verdadeira volta no tempo.

Aqui o caráter é parecido com a Cidade Imperial: é um lugar lindo e ao mesmo tempo educativo. De quebra, possui uma gastronomia com o melhor da cozinha mineira – já sinto o cheirinho de pão de queijo e do frango com quiabo daqui!

Caso queira ter uma imersão na cidade, opte por ficar pelo centro histórico. A dica é fazer os passeios a pé, subindo e descendo as ladeiras. Entre em todas as igrejas possíveis e se admire com a arquitetura barroca e os adornos em ouro – garanto que é mais ouro do que as crianças jamais imaginariam ver!

Tente a Igreja Nossa Senhora do Pilar, que nos presenteia com seus esplendorosos detalhes do barroco brasileiro. Outra obra significativa da arte colonial, a visita à Igreja de São Francisco de Assis é obrigatória. O interior é adornado com técnicas de pintura de azulejos portugueses, mas feito em madeira pelo Mestre Ataíde – o teto é uma obra-prima à parte.

Na seara dos museus, não deixe de conferir o Museu da Inconfidência, onde arquivos, memórias do movimento e milhares de artefatos dos séculos 18 e 19 podem ser conferidos. O ingresso custa R$ 10, com R$ 5 a meia-entrada. O Museu do Oratório também é uma boa pedida e anexo à Igreja Nossa Senhora do Carmo.

Na cidade, a dica é “perder-se” e se surpreender com os detalhes em cada canto. Vale a passada também na Feirinha de Artesanato do Largo de Coimbra e a Casa de ópera de Vila Rica, teatro mais antigo em funcionamento do país. Novidade na cidade, o Museu Boulieu conta com um rico acervo de arte barroca internacional e vem para somar as boas opções culturais da região.

Distante apenas 14 km de Ouro Preto, Mariana pode ser colocada no roteiro como um destino bate e volta, onde é possível conhecer suas igrejas, praças, monumentos e ruas emblemáticas.

Um dos passeios recomendados e que ligam as duas cidades, inclusive, é a Mina da Passagem, um trajeto por antigas minas onde descobrimos túneis e trilhos que serviam de base para a exploração mineral.

Aberto ao público, o ambiente foi preservado para carregar as características deste espaço que foi ativo entre 1719 e 1985 – foram tiradas oficialmente 35 toneladas de ouro ao longo destes séculos. Um carrinho desce pelas cavidades e é possível até fazer um mergulho num lago subterrâneo ao lado de profissionais.

O passeio na mina gira em torno de R$ 180 para adultos e R$ 90 para crianças de 6 a 12 anos. Os mergulhos são feitos com auxílio de agências parceiras, com preços variáveis. 

Para os que desejam se aprofundar ainda mais na história do Brasil, vale a pena esticar a viagem e se programar para visitar ainda Tiradentes e São João del Rei, outras das cidades históricas mineiras que são joias do país.

Bônus: neve na Argentina e no Chile
Bariloche
Wikimedia Commons

Que tal sair do país e se deparar com temperaturas abaixo de zero com direito a neve? Para aqueles que querem ter um primeiro contato com a neve, o local pode ser um bom destino.

Bariloche, na Argentina, é uma opção interessante pelas belezas das paisagens da Patagônia – picos nevados, lagos, arvorismo, cavalgadas e uma diversidade de programas podem ser encontrados aqui, inclusive nas diferentes estações do ano. No inverno, Bariloche possui pelo menos quatro voos diretos com São Paulo.

Não é difícil achar aulas para as kids por aqui. Esquiar em Cerro Catedral é uma das atividades recomendadas, estação que oferece esquibunda, snow tubing, escola de esqui e um kids club com monitores.

A estação de Piedras Blancas também pode ser uma boa, em que predomina o esqui sentado – o esquibunda. Há várias pistas de diferentes dificuldades.

Valle Nevado
Armando Lobos

Uma das maiores e mais completas estações de esqui da América do Sul, o Valle Nevado pode ser uma área ideal para crianças e jovens que curtem mais emoção. A cerca de 90 minutos da capital Santiago – que também combina com o friozinho – a estação conta aulas específicas para crianças de 4 a 11 anos de esqui, snowboard e outras atividades na neve.

Há também aulas coletivas para jovens a partir de 12 anos durante a programação, em que há mais de 150 instrutores certificados para proporcionar uma verdadeira experiência de montanha.

No hotel Puerta del Sol, um dos três do complexo, há também a Kids Zone, área em que os pequenos podem relaxar fora da neve, com videogames e brincadeiras. O hotel também conta com um cinema.

FONTE|: Por CNN

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