Alfredo, o coelho, ‘explica’, em seu perfil, que ainda não sabe escrever e que pede ajuda para os ‘pais’. Ele ficou ‘famoso’ após ser impedido de embarcar em voo internacional.
“Olá, eu sou o Alfredo, o coelho do aeroporto. Ainda não sei escrever mas peço sempre para meu papai ou minha mamãe para escreverem para mim”.
Esta é a ‘bio’ de Alfredo no Twitter, um coelho belo-horizontino, cinza, fofo e viajante que ficou famoso depois de ser impedido de embarcar o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na quinta-feira (18). A confusão foi tão grande que houve pancadaria entre seus tutores e funcionários da companhia área, KLM.
O tumulto poderá gerar multa de R$ 30 mil à KLM por descumprir obrigação de embarcar o coelho.
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Mas a confusão ficou do lado de cá do Atlântico. Atualmente, as preocupações de Alfredo se limitam a “postar” em sua rede social e passear com a “família” em Limerick, na Irlanda, onde mora.
“Já estou na minha nova casinha e adorei a cama quentinha que arrumaram para mim. Uma pena que papai e mamãe vão precisar ficar na cama pequena, achei ela apertada para mim”, “escreveu” Alfredo no Twitter.
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Os tutores de Alfredo, o administrador de empresas Jorge Philipe Guadalupe e a estudante Gabriella Cardoso, contaram ao g1, n
Duas decisões judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo, expedidas antes da confusão que impediu o embarque do coelho, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, já previam multas que, somadas, chegam a R$ 30 mil caso a KLM não deixasse o coelho voar naquele dia.
As liminares foram descumpridas pela empresa, o que gerou revolta por parte do casal de passageiros pais de Alfredo, que já vinham contestando a KLM na Justiça havia algumas semanas em busca de autorização para levarem o animal a bordo.
Os advogados dos passageiros afirmam que entrarão ainda nessa semana com um pedido para que a quantia seja paga, já que não houve o pagamento voluntário, até o momento, por parte da KLM.
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Uma primeira decisão judicial, de 12 de novembro, determinava o pagamento de uma multa de R$ 10 mil por parte da empresa caso o embarque não fosse autorizado na data prevista para a viagem.
A empresa alegou à Justiça que não conseguiria cumprir a decisão no prazo previsto e, que a decisão “extrapolava as normas de jurisdição nacional”, pois o animal iria desembarcar e fazer o trânsito entre Amsterdam, na Holanda, a Dublin, na Irlanda. A KLM dizia ainda que podia transportar o coelho no porão, mas não dentro da cabine da aeronave.
Uma nova decisão judicial, na véspera do embarque previsto para a última sexta-feira, negou esse novo recurso da KLM e manteve a liminar que permitia o voo do coelho.
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O desembargador, ainda, determinou multa por descumprimento em mais R$ 15 mil.
Após a confusão no aeroporto, uma nova decisão judicial reiterou a autorização para o embarque com escolta da Polícia Federal e nova multa, agora de R$ 50 mil, caso a empresa mantivesse se negando a cumprir a ordem.
O casal tutor do coelho conseguiu embarcar na sexta-feira (19).
O que disse a KLM
Em nota após a confusão, a KLM afirmou que um mal entendido ao avisar a equipe do embarque de Alfredo.
“Devido a um equívoco interno da companhia, o transporte excepcional do animal na cabine da aeronave, com base em uma decisão judicial, não foi comunicado à tripulação do voo com antecedência”, afirmou a empresa.
“Ao contrário de cães e gatos, animais roedores não podem ser transportados na cabine da aeronave por razões de segurança, motivo pelo qual os passageiros não puderam embarcar no voo da KLM desta quinta-feira (18/11) em São Paulo com seu coelho”, completou.
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A KLM disse, ainda, que “lamenta profundamente que a situação tenha escalado para um desentendimento no local de embarque” e afirma condenar “qualquer tipo de comportamento violento de passageiros e colaboradores”.
Uma investigação interna da companhia também foi aberta.
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Briga entre funcionários da KLM e passageiro dono de coelho em Guarulhos, na Grande SP. — Foto: Reprodução
FONTE: Por G1