Na Escola Estadual Cacilda Braule Pinto, no Coroado 2, as salas de aula – com capacidade quase completa – não tinham mais avisos de distanciamento necessário entre as carteiras.
Cerca de 230 mil alunos da rede estadual de ensino de Manaus voltaram às aulas nesta segunda-feira (23). O retorno de todos os alunos ao formato presencial ocorre no momento em que o Amazonas registra seis casos da variante Delta, conhecida por altamente transmissível entre as cepas do coronavírus. E se para combater o vírus o distanciamento social é uma das medidas mais eficazes, nas escolas o procedimento é pouco seguido pelos alunos.
Na Escola Estadual Cacilda Braule Pinto, no Coroado 2, Zona Leste da capital, as salas de aula – com capacidade quase completa – não tinham mais avisos do distanciamento necessário entre as carteiras. Muitos aproveitaram a falta das orientações para sentar lado a lado, conversar com colegas, tirar a máscara para comer um doce. A realidade não era exclusiva de uma sala, mas de várias que o G1 visitou.
O G1 questionou a Secretaria de Educação sobre o distanciamento social dos estudantes e sobre quem deve fazer o controle das medidas sanitárias dentro das salas de aula.
Em nota, o órgão respondeu que monitora a execução dos protocolos de saúde em todas as escolas. Afirmou ainda que o distanciamento segue como importante protocolo de segurança, assim como o uso obrigatório de máscaras em todos os ambientes escolares e a vacinação dos alunos e professores da rede estadual, além da higienização correta das mãos com álcool em gel e sabão
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A professora Rose Cunha, que trabalha na escola, disse que vai ser difícil manter o distanciamento entre os alunos. Mas ela acredita que as outras medidas, como o uso da máscara, serão colocadas em prática.
“A questão do distanciamento não vai ser possível. Os demais protocolos, máscara, álcool em gel, isso vai ser possível. Vamos tentar manter sempre. A maioria dos alunos já tomou a primeira dose de vacina e os professores a segunda. A gente espera que a vacina seja a solução”
A fala da professora não reflete uma vontade dela, mas sim uma realidade das escolas do Amazonas, que enfrentam o problema da superlotação da salas de aula. A lotação evidencia um risco ainda maior, não só para a aprendizagem, como também para a proliferação do coronavírus entre os estudantes.
Apesar de Manaus já estar vacinando adolescentes de 12 a 17 anos, a vacina ainda não alcançou a todos. Somente com a imunização completa da população ou de grande parte dela será possível relaxar medidas de distanciamento social e de uso da máscara.
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Uma estudante de 12 anos ouvida pelo G1 contou que o distanciamento social na escola é quase inexistente entre os demais alunos. “Nem todo mundo segue, mas deveria”, resumiu.
Ela disse que ainda não se vacinou devido a grande procura pelo imunizante, mas deve procurar um posto de vacinação ainda nesta semana. Enquanto isso, vai confiando na máscara e tentando se esquivar da falta de cuidados entre os colegas.
“Ainda não consegui me vacinar, mas eu estou me cuidando, tentando manter os cuidados para não pegar a doença”
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Apesar da falta de indicação sobre o distanciamento social dentro das salas, nos corredores e áreas comuns da escola há sinalização para que os estudantes mantenham o protocolo sanitário. Pias, com água e sabão, além de cartazes com orientações sobre o coronavírus também foram colocados na unidade. Além disso, foi possível verificar o uso do álcool pelos professores e a aferição de temperatura na entrada da escola.
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FONTE: G1 AM