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Calor, fumaça e estiagem: o que fazer para proteger crianças em Manaus

Altas temperaturas aumentam o risco de desidratação, insolação, exaustão pelo calor e agravamento de doenças respiratórias principalmente entre crianças menores de 5 anos, prematuros, crianças com deficiência e aquelas com doenças crônicas, como asma.

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Praticar atividades físicas em dias de calor intenso hidratação constante — Foto: Divulgação

Após registrar o dia mais quente do ano, com temperatura de 36,1°C na segunda-feira (10), Manaus enfrenta um período de calor intenso, estiagem e aumento de focos de queimadas. Diante desse cenário, a Prefeitura de Manaus passou a reforçar orientações para prevenir problemas de saúde em crianças, grupo considerado mais vulnerável aos efeitos das altas temperaturas e da piora da qualidade do ar.

As altas temperaturas aumentam o risco de desidratação, insolação, exaustão pelo calor e agravamento de doenças respiratórias, principalmente entre crianças menores de cinco anos, prematuros, crianças com deficiência e aquelas com doenças crônicas, como asma.

O alerta ocorre em meio a um período mais seco que o normal. Dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) mostram que Manaus registrou cerca de 3,5 milímetros de chuva nos primeiros dez dias de agosto, o equivalente a aproximadamente 1% da média esperada para o período.

Segundo a chefe do Núcleo de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Janaína de Sá Terra, as orientações estão sendo reforçadas nas unidades de saúde devido ao calor intenso e à estiagem registrados durante o verão amazônico.

Como proteger as crianças

Entre as principais recomendações da especialista estão:

  • Oferecer água com frequência para crianças maiores de seis meses, mesmo sem que elas sintam sede;
  • Manter a amamentação em livre demanda para bebês menores de seis meses;
  • Priorizar frutas, verduras e legumes ricos em água;
  • Evitar refrigerantes, bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados;
  • Não deixar crianças sozinhas dentro de veículos, nem por poucos minutos;
  • Evitar exposição ao sol entre 9h e 16h;
  • Dar preferência a roupas leves, claras e confortáveis;
  • Manter os ambientes ventilados e com equipamentos de climatização limpos;
  • Reduzir atividades ao ar livre em dias com muita fumaça de queimadas.

Quais sinais podem indicar desidratação?

Os responsáveis devem procurar atendimento médico se a criança apresentar:

  • Boca seca;
  • Diminuição da urina;
  • Ausência de lágrimas ao chorar;
  • Olhos fundos;
  • Sonolência excessiva;
  • Irritabilidade;
  • Fraqueza ou prostração;
  • Respiração acelerada;
  • Pulso fraco.
Fumaça exige atenção redobrada

Além do calor, a fumaça das queimadas pode provocar irritação das vias respiratórias e agravar doenças como asma e outras condições respiratórias.

“Nos dias em que houver intensa fumaça proveniente de queimadas ou piora da qualidade do ar, a recomendação é que sejam evitadas atividades físicas e a permanência prolongada ao ar livre”, orientou Janaína.

A pediatra Lucíola Peixoto ressalta que as crianças são mais vulneráveis aos efeitos do calor e da fumaça.

“A gente sabe que o organismo das crianças é bem diferente do adulto. A temperatura corpórea das crianças não tem uma regulação igual ao do adulto. A criança perde água mais facilmente, o que dificulta regular a temperatura do corpo de forma mais eficiente”, explica.

Segundo a médica, bebês, crianças menores de cinco anos, prematuros e pacientes com doenças crônicas estão entre os grupos que exigem maior atenção durante o período de estiagem.

Idosos e crianças são principais afetados com forte calor — Foto: Reprodução/TV Globo
Idosos e crianças são principais afetados com forte calor — Foto: Reprodução/TV Globo

FONTE: Por G1 AM

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